Balanço das atividades do Lactec combina tecnologia e desenvolvimento social
O diretor-superintendente do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), Luiz Malucelli Neto, apresentou um balanço de atividades da entidade nos últimos sete anos. Segundo o diretor, o instituto mantém o compromisso de levar adiante o fomento e a integração de políticas públicas do governo do Paraná, onde é indiscutível o papel da pesquisa e da inovação tecnológica para o desenvolvimento social e econômico.
Hoje, fazem parte do Lactec, além da Copel, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Associação Comercial do Paraná (ACP) e o Instituto de Engenharia do Paraná (Iep). O instituto tecnológico não tem fins lucrativos e é auto-sustentável. O Lactec mantém parcerias em contratos para o desenvolvimento tecnológico com grandes empresas como a Copel, a Petrobras, a Siemens, Bematech, Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Centrais Elétricas do Norte do Brasil SA (Eletronorte) e a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), entre outras.
São vários os trabalhos desenvolvidos pelo instituto em parcerias de grande importância. Uma delas, com a Petrobras, no valor de R$ 6,2 milhões, permitiu a montagem de uma nova unidade de testes no Laboratório de Emissões Veiculares (Leme), equipada com o que existe de mais moderno no mundo para testes em grandes motores a diesel e biodiesel. O objetivo principal da unidade é atender à mudança da legislação brasileira em relação às emissões veiculares.
Outro importante convênio de cooperação foi assinado com a empresa paranaense Positivo Informática, que prevê parceria no desenvolvimento de inovações em tecnologia para aplicação em computadores vendidos no Brasil e no exterior. A parceria vai envolver o trabalho de três grandes laboratórios do Lactec na criação de melhorias em hardware e nos computadores portáteis, principal produto da empresa paranaense — que é líder nacional no mercado de informática.
A expertise do Lactec é reconhecida em muitos países, tanto que um dos maiores institutos de teste automotivos do mundo, o espanhol Idiada Automotive Technology enviou diretores ao Paraná para confirmar a qualidade das pesquisas do instituto e fortaleceram o compromisso pela integração dos trabalhos de colaboração que mantém com o centro de pesquisa paranaense. Com a empresa paranaense de automação comercial Bematech, foi desenvolvido um trabalho para o desenvolvimento de inovação em software e testes de qualidade.
O instituto também participou do projeto de construção de veículos movidos a energia elétrica que serão incorporados à frota da Copel. O projeto que busca aperfeiçoar e adequar às condições brasileiras essa tecnologia, é coordenado por Itaipu Binacional, que em 2006 firmou convênio com a empresa elétrica suíça KWO e do qual também participam o Lactec e a Eletrobrás. Ainda nesta área, o Lactec firmou com a Ferroeste contrato para a realização de estudo de pré-viabilidade do ramal da Ferroeste entre Guarapuava e Paranaguá.
O instituto trabalha desde 2003 em conjunto com concessionárias de energia de todo o Brasil no controle e monitoramento de espécies exóticas invasoras, um problema ambiental que vem causando preocupações ao setor elétrico. Uma destas espécies, em especial, está recebendo atenção dos pesquisadores, por causa dos prejuízos que pode levar às hidrelétricas: o mexilhão dourado.
A introdução do molusco no país foi identificada há cerca de 11 anos e a rápida proliferação fez com que diversos setores se mobilizassem para minimizar os impactos, tanto ambientais como econômicos de sua presença, inicialmente, em rios das regiões Sul e Sudeste. O Lactec é pioneiro na criação de um grupo de estudos e atua em parcerias com hidrelétricas em cinco estados brasileiros.
O Lactec tem também convênios com a Elejor, a Eletronorte, Tractebel e as paulistas Duke Energy e AES Tietê para estudos específicos relacionados às características de cada região. Em uma ação conjunta com o governo do Estado, o instituto enviou às prefeituras paranaenses uma cartilha sobre preservação de recursos naturais e como tornar o uso da energia elétrica mais eficiente, economizando na conta de luz.
O instituto e a Companhia de Energia do Maranhão (Cemar) desenvolvem projeto para reduzir as perdas comerciais da empresa na distribuição de luz em comunidades urbanas e rurais. Através de um Transformador de Distribuição com Medição Integrada de Energia Elétrica é possível identificar e eliminar os “gatos” com metodologia inédita no Brasil. Assim, a Cemar poderá calcular os valores mensais do consumo de energia elétrica de todos os consumidores e comparar o valor com o registrado no mesmo período pelo medidor integrado ao transformador de distribuição. Além disso, o equipamento inclui um dispositivo de comunicação digital de curta distância, que registrará os dados diretamente em um telefone celular de última geração, facilitando o trabalho dos profissionais que fazem a medição do consumo.
Para a empresa catarinense de energia Celesc, o Lactec testa transformadores comprados da França, para adequá-los às normas nacionais de uso em redes de distribuição de eletricidade.
A Eletrobrás, outra importante parceira, entregou ao governo alagoano o projeto Atlas e Mapa Eólico do Estado de Alagoas, desenvolvidos pelo Lactec para o desenvolvimento em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a empresa Camargo Schubert. O trabalho faz parte do plano de desenvolvimento energético de Alagoas, define o potencial energético dos ventos e servirá de base para investimentos na geração este tipo de energia limpa e renovável.
Segundo Malucelli, o Lactec busca a excelência em projetos de geração de energias renováveis e ecologicamente sustentáveis, não só no Paraná, mas em grandes parcerias pelo Brasil. É assim com empresas hidrelétricas e de biocombustíveis em todo país”.
Luiz Malucelli destacou também o cancelamento de autuação administrativa por falta de recolhimento de ISS junto à Prefeitura de Curitiba, que faz com que o Lactec deixe de ter uma dívida administrativa de aproximadamente R$ 25 milhões, que teria impacto negativo nas demonstrações contábeis e no funcionamento do Lactec.
Além disso, o instituto obteve a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro, devido pela Renault do Brasil, no valor total de R$ 1,44 milhão, em razão do convênio celebrado para desenvolvimento do projeto Leme – Laboratório de Emissões Veiculares.
"Estas importantes vitórias consolidam a lisura de conduta contábil, fiscal, jurídica e administrativa do Lactec, e permitiram a recuperação do resultado operacional do instituto, que hoje apresenta superávit contábil. Estas ações que desenvolvemos no instituto, fazem parte das diretrizes do desenvolvimento ordenadas pelo governador Roberto Requião com enxugamento da estrutura e formalização de grandes parcerias. É um trabalho feito a várias mãos com uma brilhante equipe de técnicos e com uma firme atuação de nossa diretoria", finalizou Malucelli.
Fonte: http://www.lactec.org.br/pt/