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Governo estadual fala em “administração compartilhada”; dragagem e novo silo estão nos planos de secretaria federal
O governo federal terá uma participação mais ativa na gestão do Porto de Paranaguá. A Secretaria Especial dos Portos (SEP) planeja tirar do papel investimentos em infraestrutura reivindicados há anos, e pretende intensificar a fiscalização para que não ocorram atrasos causados por problemas de administração. É o que ocorre, por exemplo, com a obra de dragagem do Canal da Galheta. O investimento de R$ 53 milhões, previsto no PAC 1 para ser licitado até o fim deste ano, foi adiado para junho de 2011 por falta de licenciamento ambiental. Além da dragagem, também está prevista a construção de um novo silo graneleiro com capacidade para 108 mil toneladas, com investimento de R$ 45 milhões.
Ainda não há previsão para o início da supervisão da União, que não será caracterizada como uma federalização. A gestão do Porto de Paranaguá já é uma atribuição federal, mas concedida ao governo do estado. A Secretaria Estadual dos Transportes diz que, a partir de agora haverá uma “administração compartilhada” entre a SEP e a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
O superintendente da Appa, Mário Lobo Filho, no entanto, afirma que a autarquia estadual vai continuar com a primazia na administração direta do porto. “As cobranças serão mais intensas, mas a gestão segue conosco. De agora em diante a União vai fornecer mais recursos e cobrar resultados mais imediatos, porém acho que a SEP não tem condições, e não quer, administrar diretamente o porto”, avalia.
Segundo Lobo Filho, a SEP está reiterando as cobranças pela obtenção de licenciamento ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). A falta de licença é vista como o maior entrave para as obras de melhoria no porto. “Explicamos a eles [SEP] que todas as medidas para o licenciamento já estão sendo tomadas. Estamos correndo para obter a licença ainda em 2010”, almeja.
Investida
A decisão da SEP de ampliar a participação federal também atinge outros dois portos com administração estadual: Itaqui (MA) e Rio Grande (RS). Além disso, serão federalizados cinco portos do Amazonas (Coari, Itacoara, Manaus,Parintins e Tabatinga). O ministro da SEP, Pedro Brito, procurado ontem pela Gazeta do Povo, não quis se manifestar sobre a medida. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) também optou por não se posicionar.
Desde abril de 2005, entretanto, a Antaq tem recomendado a intervenção da União no porto paranaense. Em 2006, a agência chegou a recorrer ao Tribunal de Contas da União para questionar a persistência da Appa em ignorar determinações de autoridades federais. Nenhuma das ações surtiu efeito. “Levamos os problemas que ocorriam em Paranaguá até ao presidente da República e, agora que a gestão estadual mudou e está buscando um caminho de diálogo, eles falam em gestão compartilhada”, diz o representante da Associação de Comércio Exterior do Brasil no Conselho de Administração Portuária de Paranaguá, Luiz Antônio Fayet.
Autor de um documento que aponta uma série de litígios entre a Appa e a comunidade portuária a partir de 2003, quando Roberto Requião (PMDB) assumiu o governo do estado, ele diz que hoje o porto passa por um novo momento. “Hoje todo o conselho está solidário à administração estadual”, avalia. Lobo Filho foi nomeado pelo governador Orlando Pessuti (PMDB) em maio. Antes dele, o órgão foi administrado por Daniel Lúcio Oliveira de Souza e pelo irmão do ex-governador, Eduardo Requião.
Fonte: Gazeta do Povo
Aeroportos apresentam lotação nos horários de pico. Apenas Galeão, no Rio de Janeiro, não tem previsão de problemas
Dos 16 aeroportos que servirão aos turistas da Copa do Mundo de 2014, nas 12 cidades-sedes, nove já enfrentam gargalos durante os horários de pico, segundo a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuaria): em São Paulo (Guarulhos), Belo Horizonte (Confins), Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Cuiabá e Natal.
Os dados foram apresentados durante o Congresso sobre Transportes na Copa do Mundo, em São Paulo, nesta quarta-feira (25). O evento vai até sexta-feira (27).
Para tentar resolver o problema e também evitar excesso de demanda em outros quatro aeroportos que têm previsão de lotação até 2014 – Manaus, Recife, Viracopos (interior de São Paulo) e Pampulha (Belo Horizonte) – , a empresa pretende investir mais de R$ 6 bilhões em obras de infraestrutura.
O aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, é o único da lista livre de problemas de congestionamento, atuais ou previstos, segundo Jaime Parreira, diretor de engenharia da Infraero. O Santos Dumont, também no Rio, e Congonhas, em São Paulo, têm o número de operações diárias limitadas, por estarem localizados em áreas urbanas.
A Infraero estima que o tráfego aéreo brasileiro vá crescer 51% de 2009 até 2014. Só nos dois meses da Copa do Mundo, junho e julho de 2014, a expectativa é de um novo aumento, de 10,3% -- equivalente a um tráfego de um milhão de turistas estrangeiros e um milhão e meio de viajantes domésticos.
As obras do aeroporto de Viracopos serão as primeiras a serem entregues, segundo a empresa, ainda no segundo semestre deste ano. Outras 15, do total de 25 obras previstas, só devem começar a ser entregues em 2013.
Estruturas provisórias
Enquanto as obras não ficam prontas, a Infraero pretende usar “módulos operacionais”, uma espécie de “terminal móvel”, para atender a demanda.
As estruturas dos módulos são mais rápidas de serem montadas e também mais baratas. Segundo Parreira, elas possuem todas as funcionalidades de um terminal tradicional, de banheiros a ar condicionado. Um módulo já foi instalado, como teste, no aeroporto de Florianópolis e até o fim do ano Brasília, Goiânia, Vitória, Juazeiro do Norte, Teresina, Macapá, Cuiabá, Guarulhos e Viracopos devem receber os seus. Soluções do tipo foram usadas na Alemanha, na China, na Índia e nos Estados Unidos, durante a construção de novos terminais.
Para Parreira, a solução do problema, no entanto, vai além das obras e dos módulos operacionais. “Não basta apenas crescer espaços, é preciso organizar a gestão”, afirma. “Para isso, temos algumas ações que começam imediatamente”, disse ele.
Entre as mudanças previstas estão o aumento de quiosques de autoatendimento, para agilizar tanto o embarque quanto o desembarque. “O turista pousa em Guarulhos e demora uma hora e meia para conseguir chegar no saguão. Fora as duas horas e meia que demora para chegar em São Paulo, dependendo do horário. Isso precisa ser corrigido”, afirma.
Filipe Pereira dos Reis, gerente para o Brasil da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), concorda. Para a entidade, uma forma de acelerar e facilitar a passagem de turistas por aeroportos passa por dar mais controle ao passageiro. Isso significa permitir que ele faça sozinho o processo de check-in, despacho de bagagens e embarque.
“As pesquisas revelam que os passageiros não só estão dispostos, mas querem assumir o controle desse processo”, afirma.
Fonte: Gazeta do Povo
Guia de Carreiras destaca profissão nesta terça-feira (24).
Iniciantes na área ganham cerca de R$ 5 mil.
A área da engenharia naval vive um momento de busca por profissionais. Com a recuperação da indústria naval brasileira nos últimos anos e a exploração de petróleo e gás no mar, faltam engenheiros qualificados para desenvolver projetos de navios, plataformas de petróleo e outras embarcações de apoio.
Para os próximos dez anos, está prevista a construção de mais de 200 embarcações no país, segundo o diretor do Centro de Engenharia Naval e Oceânica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Carlos Daher Padovezi.
O engenheiro naval faz projetos de corpos flutuantes, como navios, plataformas marítimas ou outros corpos que estejam em água, como barcos e lanchas. A atuação ocorre em escritórios de projetos, que trabalham com muita computação, softwares de projetos e desenhos, nas próprias embarcações, com a inspeção e levantamento de problemas, em estaleiros, que constroem os navios e atuam no processo de produção, ou no apoio à pesquisa, como acontece IPT.
“É um leque grande de trabalho”, disse Padovezi. O instituto presta auxílio a projetos e faz ensaios em laboratório e medições em navios e plataformas.
O estudante interessado em atuar na área deve estar preparado para trabalhar com muitos cálculos matemáticos e físicos. A formação é forte em hidrodinâmica, que estuda o que ocorre com os fenômenos dentro d’água, em projeto de estruturas metálicas e na parte de máquinas, como motores, propulsores, bombas, sistemas que fazem parte navios e plataformas. “É preciso ter uma visão global de todo o sistema”, disse Padovezi.
Com a falta de profissionais no mercado, o salário inicial fica em cerca de R$ 5 mil em estaleiros e em empresas petroleiras, como a Petrobras, uma das maiores empregadoras da área.
No IPT, localizado na Cidade Universitária, no Butantã, em São Paulo, o engenheiro naval atua em conjunto com outros profissionais como físicos, tecnólogos em navegação fluvial e técnicos de nível médio especializados em medição e instrumentação. Os ensaios incluem o uso de equipamentos de alta previsão, capazes de medir o comportamento dos navios e plataformas em ondas.
Um ensaio dura em média dois meses, que inclui a construção do modelo, a preparação e o ensaio em si, com conclusões e recomendações. Um robô que vale cerca de R$ 1 milhão constrói os protótipos em fibra de vidro, madeira ou poliuretano em dois a três dias.
Além dos tradicionais cursos de engenharia naval do país, na Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o país tem ainda um curso de engenharia naval voltado para hidrovias na Universidade Federal do Pará (UFPA), um curso de engenharia mecânica naval na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), iniciado no primeiro semestre de 2010, e conta com um novo curso em desenvolvimento.
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) iniciará a graduação em engenharia naval no segundo semestre de 2011, com 20 vagas. No início de 2012, o curso será aberto também para o ingresso de portadores de diploma. Formados em outras engenharias poderão entrar no curso para se especializar na área.
"Foi uma cobrança da sociedade. Estávamos com uma lacuna e já temos um estaleiro em pleno funcionamento no estado", disse a coordenadora do futuro curso de engenharia naval da UFPE, Ana Rosa Mendes Primo.
Fonte: G1
As fortes chuvas que caíram recentemente no país fizeram numerosas vítimas e deixaram milhares de desabrigados. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (20), mostra que 27,4% dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros declararam, em 2008, possuir “estrangulamento” em seu sistema de drenagem e ter sofrido inundações e alagamentos nos últimos cinco anos.
Segundo o IBGE, “estrangulamento” no sistema de drenagem significa que a rede não suporta o volume de água necessário para impedir uma inundação. De acordo com o técnico do IBGE Rodrigo Pereira, os sistemas de drenagem dos municípios brasileiros não acompanharam o crescimento dessas cidades.
“Muitas das cidades são antigas, então os sistemas de drenagem existentes estão dimensionados para aquele universo da época da construção das edificações, da pavimentação. O que ocorre é que há um crescimento grande do número de habitações. Então, esse sistema de drenagem não foi revisto, não foi redimensionado de forma a absorver essa nova estrutura que foi instalada ao longo do tempo”, disse.
A pesquisa também mostra que o fator de maior risco de inundações no perímetro urbano é a inexistência de infraestrutura de drenagem em algumas áreas. Esse problema foi declarado por 62,6% dos 1.933 municípios que disseram ter áreas de risco de inundações. Já as áreas de baixios sujeitas a inundações figuram como a segunda principal área de risco, como destacado por 56,8% das localidades.
Ainda segundo o IBGE, o fator mais agravante para a ocorrência de inundações é a obstrução de bueiros, já que 45,1% dos municípios que sofreram inundações declararam ter esse problema. Outros fatores agravantes são a ocupação desordenada do solo (43,1% dos municípios), obras inadequadas (31,7%), dimensionamento inadequado do projeto de drenagem (30,7%) e lançamento inadequado de resíduos sólidos (30,7%).
Outro dado da pesquisa é que os municípios estão preferindo a drenagem superficial das ruas (por meio de canaletas) do que a drenagem subterrânea (considerada ideal). O número de ruas apenas com drenagem superficial aumentou no país, de 2000 para 2008.
A porcentagem de municípios com drenagem superficial subiu de 80,4% em 2000 para 94% em 2008. Já aqueles com drenagem subterrânea baixou de 85,2% para 76,4% no mesmo período. Além disso, o estudo mostra que apenas 12,7% dos 5.256 municípios que possuem manejo de águas pluviais também possuem dispositivos para amortecer a vazão de águas de chuvas.
Fonte: Agência Brasil
Quase 35 milhões de brasileiros (34,8 milhões) não contavam com serviço de rede coletora de esgoto em 2008, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse número corresponde a 18% da população. O dado, divulgado nesta sexta-feira (20), faz parte da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, realizada no segundo semestre de 2008, em parceria com o Ministério das Cidades.
O estudo pretende avaliar os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos nos municípios brasileiros, através das atuações dos órgãos públicos e empresas privadas. Foram considerados 5.564 municípios. Atualmente, o país tem 5.565 municípios. Em 2008, segundo o IBGE, não foi contabilizada a cidade de Nazária, no Piauí.
O levantamento nacional mais recente sobre saneamento básico no Brasil havia sido realizado em 2000. A comparação entre os dados de 2000 e 2008 aponta, segundo o instituto, a evolução do atendimento de saneamento. Ainda assim, dos aspectos investigados, o serviço de esgotamento sanitário por coleta de esgoto é o que apresenta os piores índices.
Além da rede coletora de esgoto, que é a forma mais adequada de esgotamento, as principais alternativas para cidades que não contam com o serviço são fossas sépticas, fossas rudimentares, fossas secas, valas a céu aberto e lançamento em corpos d'água.
Entre os municípios, pouco mais da metade (55,2%) tinha serviço de esgotamento sanitário por rede coletora. O serviço falta em 2.495 municípios pelo país, o que corresponde a 44,8% do total.
De acordo com o levantamento, em 2008, o Nordeste era a região onde a falta de rede coletora de esgotamento sanitário era mais grave, atingindo 15,3 milhões de habitantes. A situação era mais complicada nos estados da Bahia, Maranhão e Piauí.
As únicas Unidades da Federação com mais da metade dos domicílios atendidos por rede coletora de esgoto foram Distrito Federal (86,3%), São Paulo (82,1%) e Minas Gerais (68,9%). As menores proporções ficaram com os estados do Amapá (3,5%), Pará (1,7%) e Rondônia (1,6%).
Segundo dados do Censo Demográfico 2000 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008, o Brasil dispunha de 47,8 milhões de domicílios particulares permanentes, em 2000, e de 57,7 milhões de domicílios particulares permanentes, em 2008.
Abastecimento de água
A pesquisa do IBGE também traz dados sobre o abastecimento de água no país. Em 2008, 33 municípios brasileiros em nove Unidades da Federação ainda permaneciam sem o atendimento da rede geral de distribuição. A situação é pior nos estados da Paraíba, Piauí e Rondônia, que adotaram poços particulares como principal fonte alternativa para a solução do problema.
Entre as alternativas nessas cidades destacam-se também o abastecimento efetuado através de carros-pipas, poços particulares e chafarizes, bicas ou minas.
Dos 5.564 municípios brasileiros existentes em 2008, 5.531 (99,4%) realizavam abastecimento de água por rede geral de distribuição em pelo menos um distrito ou parte dele.
Entre a pesquisa efetuada em 1989 e a de 2008, observa-se um crescimento de 3,5% nessa cobertura. O maior avanço nesses 19 anos ocorreu na Região Norte, que aumentou de 86,9% dos municípios com o serviço para 98,4%. A Região Sudeste foi a única que apresentou a totalidade dos municípios abastecidos por rede geral de distribuição de água, em pelo menos um distrito ou parte dele, fato já identificado em 2000.
Resíduos sólidos
Segundo o levantamento, quase todos os municípios brasileiros contam com serviço de manejo de resíduos sólidos. Dos 5.564 municípios considerados no estudo, 5.562 contam com o serviço.
Desses, em 3.285 a prefeitura é a única executora dos serviços de coleta domiciliar de resíduos sólidos; 542 contam apenas com a atuação de outras entidades; e 1.735 têm o serviço tanto da prefeitura quanto de outras entidades.
Sobre a destinação final dos resíduos em cidades em que há estrutura, os vazadouros a céu aberto (lixões) constituíram o destino final dos resíduos sólidos em 50,8% dos municípios
brasileiros, em 2008.
Nas regiões Nordeste e Norte estão as maiores proporções de destinação de resíduos nos lixões (89,3% e 85,5%, respectivamente). Já as cidades nas regiões Sul e Sudeste apresentaram, no outro extremo, as menores proporções de resíduos despejados nos lixões – 15,8% e 18,7%, respectivamente.
Manejo pluvial
A pesquisa aponta, entre 2000 e 2008, o aumento de 21,5% na prestação do serviço de manejo de águas pluviais, com mais 929 municípios que passaram a realizar a drenagem urbana. Do total de municípios brasileiros, 94,5% contam com o serviço.
Segundo o IBGE, o sistema de drenagem é importante para o escoamento das águas de chuva, para evitar os efeitos adversos que podem representar sérios prejuízos à saúde e à segurança. Esse sistema de drenagem abrange pavimentação de ruas, implantação de redes superficial e subterrânea de coleta de águas pluviais e destinação final de efluentes.
Fonte: G1
Crítica engenhosa
Institutos de engenharia e arquitetura criticam “escolha política” da Arena para o Mundial, em detrimento de uma “avaliação técnica”
O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e a seção paranaense do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PR) emitiram ontem em conjunto um manifesto sobre as decisões referentes à escolha da Arena como sede da Copa 2014. Não faltaram críticas à opção do poder público ao apontar o estádio atleticano.
De acordo com a carta, levaram-se em conta apenas “decisões políticas” na definição da praça de esportes curitibana para o Mundial. “Do jeito que está sendo encaminhado, o processo está fugindo da discussão técnica. Queremos que os profissionais capacitados sejam ouvidos nas decisões”, argumenta o presidente do IEP, Jaime Sunyé Neto.
Segundo ele, tanto a proposta do complexo do Tarumã – que teria como sede o local onde hoje se encontra o abandonado Estádio Pinheirão –, quanto a do Durival Britto e Silva, no Jardim Botânico, seriam viáveis. Mesmo assim, afirma o presidente do IEP, ambas não foram avaliadas com a acuidade técnica que uma obra desse porte exigiria.
“Não somos contra a escolha da Arena da Baixada. Só queríamos que todas as possibilidades fossem avaliadas com a mesma atenção”, aponta Sunyé.
Em relação à casa paranista, o presidente do Instituto de Engenharia diz que, além de o estádio ser próximo ao Centro, fica perto também da rodoferroviária, tem linhas de ônibus expresso no entorno e possui acesso fácil a vias rápidas e à Avenida das Torres, principal ligação com o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais.
“Há também a questão de espaço. O entorno da Vila Capanema tem uma área propícia para a construção de estacionamento”, elenca.
O presidente do IEP diz que a grande vantagem da Baixada é a obra já estar praticamente concluída. Mas que esse não seria um problema tão grave para as outras duas opções. “O estádio em si não é uma solução difícil. [A construção] Pode ser resolvida em dois anos. O mais difícil, que demanda mais tempo, são as obras estruturais e urbanísticas.”
Sunyé ainda critica a escolha do uso do potencial construtivo como alternativa financeira para a conclusão do Joaquim Américo. “Temos certas reservas quanto a isso, pela possibilidade de o potencial construtivo de outras áreas se desvalorizar pela prática adotada na Baixada”, diz.
Fonte: Gazeta do Povo
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Segundo ministro Brito, serão feitas concessões em Manaus (AM) e Aratu (BA), as primeiras pelas novas regras do setor
A Secretaria dos Portos deverá conceder até o fim do ano pelo menos dois portos à iniciativa privada, no valor total de cerca de R$ 1,25 bilhão. O governo já está recebendo propostas para o Porto Novo de Manaus, com valor estimado pelo ministro da pasta, Pedro Brito, em R$ 250 milhões. Além do novo porto amazonense, também será concedido o porto de Aratu, na Bahia, com valor de cerca de R$ 1 bilhão, para 5 anos de investimentos em obras de expansão.
Segundo Brito, o porto novo de Manaus terá operações apenas de contêineres, enquanto que o porto de Aratu, que serve ao complexo petroquímico de Camaçari, entre outros, ganhará capacidade para transportar contêineres, granéis sólidos e veículos – há também um parque industrial da Ford em Camaçari.
Um consórcio formado por Braskem, Log-in e M. Dias Branco já apresentou um estudo de viabilidade técnica econômica e ambiental para uma proposta de concessão do porto de Aratu, segundo Brito. A Braskem e a Log-in já operam no porto baiano e a M. Dias Branco tem um terminal privativo lá. A concessão seria acompanhada de investimentos na infraestrutura, como em berço de atracação e novos terminais, entre outros.
O porto de Manaus será feito na área onde se encontrava a extinta Siderúrgica do Estado do Amazonas (Siderama). Para participar da concorrência do novo porto, os interessados deverão apresentar o estudo de viabilidade técnica e econômica (EVTE) e os estudos de impacto ambiental para pedido de licenciamento prévio. O prazo para envio dessas informações é 15 de outubro.
Fonte: Portos e Navios
As duas concessões serão as primeiras feitas sob as novas normas da Resolução 108, deste ano, que prevê as condições gerais para processos desse tipo. Segundo Brito, a nova legislação permite, de forma transparente, que existam portos públicos com operação privada.
Novo texto da NBR 10821 separa as esquadrias em cinco categorias e atribui especificações técnicas mínimas para cada uma delas
O CB-02 (Comitê Brasileiro da Construção Civil) disponibilizou para consulta nacional os projetos 02:136.38-006/1, 02:136.38-006/2 e 02:136.38-006/3, que modificam os critérios estabelecidos na NBR 10821 para esquadrias externas para edificações. A norma em revisão contempla esquadrias de alumínio, madeira, aço ou PVC, padronizadas ou especiais.
A NBR 10821 será dividida em cinco partes (Terminologia, Requisitos e Classificação, Métodos de ensaio, Requisitos de desempenho adicionais e Instalação e Manutenção) e cancela o valor de outras oito normas (10820, a antiga 10821, 10829, 10830, 10831, 6485, 6486 e 6487).
Todo o processo de atualização foi conduzido pela Afeal (Associação Nacional dos Fabricantes de Esquadrias de Alumínio) e, segundo a coordenadora da Comissão de Estudos de Esquadrias, engenheira Fabíola Rago, "o novo formato da Norma de Esquadrias contribuirá para a qualidade e a orientação das construtoras e dos consumidores em como adquirir o produto ideal para a sua obra".
As principais mudanças são na área de Requisitos e Classificação, que separa as esquadrias em cinco categorias e atribui especificações técnicas mínimas para cada uma delas. "As esquadrias são classificadas conforme o local em que serão instaladas, em relação ao número de pavimentos da edificação e a região do País. Serão cinco classes, em que as pressões de ensaio, de segurança e de estanqueidade à água já são informadas sob forma de tabela, para dar maior clareza ao meio técnico", explica.
Os interessados devem apresentar sugestões aos projetos de normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) por meio do site www.abntonline.com.br/consultanacional, onde é possível acessar, visualizar e imprimir os textos. As sugestões serão recebidas pela Comissão de Estudo responsável até o dia 8 de outubro.
Brasília - Até o fim deste ano, o Brasil terá aplicado R$ 41 bilhões no desenvolvimento de projetos na área de ciência e tecnologia e inovação. O plano de ação do governo para o setor, que teve início em 2007, não foi afetado pela crise econômica mundial, destacou o ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende. Segundo ele, a política envolve diversos ministérios e múltiplos setores. "É uma política de governo e não específica do MCT."
O ministro participou hoje (18) da abertura do 3º Congresso Internacional de Software Livre e Governo Eletrônico, que vai discutir até o final da semana, entre outros temas, os avanços e múltiplos usos da tecnologia cloud computing (ou computação em nuvem) - modelo que permite que dados e sistemas possam ser acessados em qualquer lugar, independentemente da plataforma e do sistema operacional. O acesso a programas, serviços e arquivos é remoto, por meio da internet.
Especialistas do Brasil e de diversos países e cerca de 800 estudantes participam do evento. Estão programadas cerca de 150 palestras, 70 oficinas e dezenas de reuniões.
Para o ministro, o Brasil já evoluiu muito na área de ciência e tecnologia. Atualmente, segundo ele, o país tem mais artigos especializados publicados em revistas internacionais do que a Rússia e a Holanda, que eram os autores tradicionais. "A utilização de novas ferramentas tecnológicas abre oportunidades para se ter um planeta cada vez mais desenvolvido e de forma sustentável", afirmou.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que a computação em nuvem permite o compartilhamento internacional, fortalecendo "a superação dos desafios da ciência, que tornam o mundo menor com a facilidade de acesso mútuo entre os países".
De acordo com Rezende, o Brasil procura parcerias com outros países em todos os campos para acelerar o desenvolvimento. Ao mesmo tempo, "o país não perde de vista o desafio da solidariedade com as nações mais pobres, pois esse é um dos fatores que nos distinguem, no compartilhamento de experiências com outros países".
Fonte: Revista Exame
Serão 15 milhões para capacitação de laboratórios que vão avaliar produtos inovadores do setor
A FINEP acaba de lançar uma chamada pública para selecionar propostas voltadas ao fomento da infraestrutura laboratorial na área de construção civil. Podem participar Institutos Tecnológicos e de Pesquisa (ITPs), públicos ou privados, sem fins lucrativos, que atuem de acordo com as normas do Sistema Nacional de Avaliações Técnicas (SINAT). Serão disponibilizados R$ 15 milhões em recursos não reembolsáveis provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnoógico (FNDCT). O prazo para o envio eletrônico da proposta é 16/9.
Um dos objetivos específicos desta chamada é formar um conjunto de Instituições Técnicas Avaliadoras (ITAs) para ampliar a operação descentralizada do SINAT. Responsável pela avaliação e concessão do DAT (Documento de Avaliação Técnica) para produtos e sistemas construtivos inovadores, o SINAT serve de instrumento para produtores e agentes financeiros. Seu principal objetivo é harmonizar procedimentos para a avaliação de novos produtos para a construção, quando não existem normas técnicas prescritivas específicas aplicáveis ao produto.
Cada instituição executora principal poderá participar com apenas uma proposta, exceto no caso de instituição composta por unidades localizadas em diferentes regiões do País. Nesse caso, essas instituições poderão apresentar uma proposta por região. Outras ICTs poderão associar-se à instituição executora principal, devendo assumir compromisso de atuar de forma complementar, disponibilizando a infraestrutura laboratorial para atendimento às demandas do SINAT. As instituições executoras devem dispor de infraestrutura de laboratórios de ensaio, de avaliação e de controle tecnológico de produtos da construção civil (materiais componentes, elementos ou sistemas construtivos). As instituições privadas sem fins lucrativos somente poderão participar se tiverem, no mínimo, três anos de existência.
Prazos
Disponibilização do formulário (FAP): 11/8/2010
Data final para envio eletrônico da proposta: 16/9/2010
Data final para o envio da cópia impressa: 17/9/2010
Divulgação dos resultados: a partir de 10/11/2010
O projeto PIG Inercial, usada na inspeção de dutos de óleo e gás, recebeu o título de melhor aplicação na categoria "Prototype and Validation" (protótipos de validação e testes) de 2010. A ferramenta foi desenvolvida pela EngeMovi Engenharia de Automação e Projetos Mecânicos Ltda., empresa da Incubadora Tecnológica de Curitiba (Intec), vinculada ao Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
O título foi concedido por juízes da National Instruments, empresa líder em instrumentação e automação. Mais de 100 inscrições de empresas de 26 países, se inscreveram para apresentar seus projetos na Worldwide Graphical System Design Conference (NIWeek), em Austin, no Texas. “Esse prêmio sedimenta a visão de futuro da Intec: ser reconhecida como referência nacional no desenvolvimento de novas empresas de base tecnológica de classe mundial”, avalia o gerente da Intec, Júlio C. Félix.
ENGEMOVI – “Ter um projeto reconhecido internacionalmente mostra que a Engemovi está não somente acompanhando o estado da arte, mas também participando ativamente do desenvolvimento de novas tecnologias”, ressalta Ricardo Artigas, um dos diretores da Engemovi, única empresa brasileira a se inscrever na seleção.
E esse não foi o primeiro projeto da empresa a receber o título de melhor aplicativo do ano. Em 2009 a bancada de calibração de giroscópios foi considerada pela fabricante de esteiras, porta-cabos, buchas e cabos - IGUS, como o melhor aplicativo na categoria de alta aceleração.
A Engemovi, incubada na Intec desde sua fundação, tem como missão fornecer ao mercado soluções de alto nível em automação industrial. A empresa desenvolve projetos de sistemas automatizados nas áreas de mecânica de precisão, metrologia, ótica e instrumentação.
Criada em 2008 pelos empresários Ricardo Artigas Langer, Walter Antônio Kapp, Gustavo Emmendoerfer e Paulo Ricardo Blank, a Engemovi também presta consultoria em desenvolvimento de produtos, projetos mecânicos, programação Labview e desenvolvimento de hardware. E ainda trabalha na concepção de plataformas para testes automatizados de produtos e sistemas, realiza ensaios de produtos e sistemas, e dá suporte ao produto durante sua vida no mercado.
Fonte:
AEN
O Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) oferece cerca de 28 mil vagas em cursos gratuitos para o setor de petróleo e gás. O prazo para inscrições vai de 17 de agosto a 12 de setembro. Treze estados vão realizar os cursos de qualificação. Começam nesta terça-feira, dia 17 de agosto, as inscrições para o processo de seleção pública que o Prominp vai realizar com o objetivo de qualificar mão-de-obra para atender às demandas futuras da indústria nacional de petróleo e gás, especialmente as da Petrobras. Serão oferecidas 27.915 vagas, em 13 estados, para cursos gratuitos em categorias profissionais de níveis básico, médio, técnico e superior. O processo será executado pela
Fundação Cesgranrio.
Cléver Teixeira, do Ippuc: “Há um esforço da prefeitura e do governo do estado no cumprimento dos prazos até 2012”
Quando a questão em relação à Arena parece estar mais definida, depois que na última semana o governo do estado, a prefeitura de Curitiba e o Clube Atlético Paranaense unificaram o discurso em torno do estádio, apostando na proposta da troca do potencial construtivo da praça esportiva para a construtora que estiver interessada em bancar 66,6% da empreitada, os olhos voltam-se para as obras de mobilidade que a cidade necessita para receber o mundial de futebol de 2014. A quatro anos da Copa do Mundo pouco – ou quase nada – saiu do papel. A maior parte dos projetos está ainda nas pranchetas. Outros nem sequer foram finalizados. Algumas licitações começam agora e pouquíssimas estão em fase de finalização. Acompanhe a entrevista com o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Cléver Teixeira de Almeida, sobre os preparativos para o evento. Segundo ele, o principal desafio do momento é, justamente, este: tirar os projetos das pranchetas e começar as obras efetivamente. Veja também, no mapa ao lado, cada uma das intervenções planejadas, sob responsabilidade do município e do governo do estado, e em que fase estão. No total as obras do PAC da Copa em Curitiba somam R$ 4 bilhões.
Como o senhor avalia o andamento geral das intervenções que vão ser feitas por causa da Copa de 2014 em Curitiba?
Nós temos cumprido os prazos que o governo federal tem nos dado. Há um esforço da prefeitura e do governo do estado no cumprimento desses prazos porque até dezembro de 2012 tem de ter tudo isso concluído.
Qual o principal desafio no momento?
É colocar tudo isso em obras. As pessoas têm a expectativa de que a obra comece imediatamente, mas você tem um processo de elaboração, depois de aprovação, liberação de recurso e de licitação.
Com o metrô fora da Copa, qual o carro-chefe da cidade agora?
Na minha visão, temos dois projetos que são mais importantes. O primeiro é a ligação do aeroporto à rodoviária pela Avenida das Torres. O segundo é o Sistema Integrado de Mobilidade (SIM), que vai melhorar sobremaneira o tráfego geral na cidade. Eu destacaria esses dois, mas sem menosprezar os outros. De uma maneira geral, todos são relevantes, senão não estariam dentro do PAC da Copa.
Houve algum projeto que precisou de uma alteração mais drástica?
O projeto que teve uma alteração maior foi o da Avenida das Torres. A prefeitura tinha um interesse grande na retirada das torres, mas, em função de questões técnicas estabelecidas pela Copel, acaba sendo inviável devido aos prazos que nós temos. Seriam necessários 30 meses para retirar as torres. E 30 meses é o prazo que nós temos para fazer a obra como um todo. São algumas dificuldades que vão aparecendo, mas nós vamos construindo soluções que nos garantam que a premissa principal do projeto não seja esquecida.
ABNT recebe sugestões de alterações para as normativas até 30 de agosto
O CB-90 (Comitê de Qualificação de Pessoas no Processo Construtivo para Edificações) disponibilizou para consulta nacional cinco normas de qualificação de pessoas para a construção civil. As normativas estabelecem requisitos para a qualificação de impermeabilizador, instalador predial hidráulico e de manutenção de tubulação de gás, operador de medidores de gás e convertedor de aparelhos a gás.
Os interessados devem apresentar sugestões aos Projetos de Normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) por meio do site www.abntnet.com.br/consultanacional, onde é possível acessar, visualizar e imprimir os textos. As sugestões serão recebidas pela Comissão de Estudo responsável até o dia 16 de agosto, no caso da norma para impermeabilizador, e até 30 de agosto para as demais normativas.
Criado no final de 2009, o CB-90 tem apenas duas normas em vigor atualmente: a NBR 15843, que especifica o perfil de competências para o instalador de pisos laminados melamínicos de alta resistência, e a NBR 15825, referente ao perfil profissional do assentador e do rejuntador de placas cerâmicas e porcelanato para revestimentos.
Confira o número dos projetos em consulta nacional:
90:003.04-001: Qualificação de pessoas para a construção civil - Perfil profissional do Impermeabilizador
90:004.01-001: Qualificação de pessoas para construção civil - Perfil profissional do instalador predial hidráulico
90:004.02-001: Qualificação de pessoas para a construção civil - Perfil profissional do instalador convertedor de aparelhos a gás
90:004.02-002: Qualificação de pessoas para a construção civil - Perfil profissional do instalador predial e de manutenção de tubulação de gás
90:004.02-003: Qualificação de pessoas para a construção civil - Perfil profissional do operador de medidores de gás
Fonte: Pini Web